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História · Dados

A ideia dos bancos relacionais: perguntar sem conhecer o disco

O modelo relacional propôs separar a visão dos dados dos detalhes internos de armazenamento. O artigo de Codd e relatos sobre as primeiras implementações mostram que uma ideia matemática precisava de linguagens, ferramentas e avaliação para virar um sistema utilizável.

Escrito pela equipe Compuzilla

Publicado em . Atualizado em .

Período desta leitura: 1970–1974.

Nesta leitura
Compuzilla sorrindo ao lado de um diagrama: A ideia dos bancos relacionais: perguntar sem conhecer o disco.

A ideia dos bancos relacionais: perguntar sem conhecer o disco

  1. Visão lógica dos dados
  2. Operações e consultas
  3. Execução pelo gerenciador
O desenho explica a separação de responsabilidades, sem representar todos os detalhes do modelo relacional. Ilustração: equipe Compuzilla.

Um problema de dependência

Um programa que depende de detalhes internos de organização pode precisar mudar quando os dados mudam de representação. No artigo de 1970 A Relational Model of Data for Large Shared Data Banks, E. F. Codd apresenta a necessidade de proteger usuários e programas desse tipo de dependência.

O recorte de 1970 a 1974 observa a proposta e sua passagem para trabalho de implementação. Não descreve toda a história dos bancos de dados nem declara um produto como origem única de qualquer uso relacional.

Relações e operações

O artigo propõe um modelo baseado em relações, com operações e preocupação com redundância e consistência. A palavra relação tem sentido matemático; não significa apenas desenhar uma linha entre duas caixas numa tela.

O ponto editorial deste exemplo é mudar a pergunta que o usuário precisa responder. Em vez de indicar cada caminho físico, ele pode trabalhar com uma organização lógica e operações sobre seus dados. Isso não dispensa um projeto de estrutura nem torna toda consulta automaticamente simples.

Da proposta à implementação

A retrospectiva da IBM situa o início do trabalho do System R em 1973 e relaciona a experiência ao desenvolvimento de SQL. A necessidade de experimentar mostra a diferença entre um modelo documentado e um sistema que precisa atender tarefas com desempenho adequado.

Linguagem de consulta, planejamento de execução e armazenamento têm responsabilidades diferentes. Uma consulta declarativa ainda precisa ser transformada em operações concretas. O gerenciador não deixa de usar dispositivos e estruturas internas; procura reduzir a dependência direta dos programas em relação a esses detalhes.

Nem toda implementação coincide com o modelo

Na história oral registrada pelo Computer History Museum em 2007, C. J. Date discute o modelo relacional e SQL. O relato ajuda a perceber que a relação entre proposta formal e linguagem de produto também foi objeto de debate.

Não usamos essa entrevista como um diário contemporâneo de 1970. É uma interpretação de um participante, décadas depois, confrontada com o resumo original e a retrospectiva institucional. Popularidade de uma ferramenta não prova equivalência completa com um modelo matemático.

Próxima leitura

Leia SQL para observar como uma linguagem expressa consultas e alterações em sistemas relacionais.

Sobre as fontes

O resumo original de Codd sustenta a proposta; a entrevista de Date é relato de participante, sobretudo nas páginas 24–31. A página da IBM é síntese retrospectiva do fabricante, identificada como secundária. Referências consultadas em 11/10/2026.

Continue aprendendo

  • Verbete Banco de dados — Banco de dados é um conjunto organizado de dados, administrado para consulta e alteração. Um sistema gerenciador fornece mecanismos de acesso, regras e persistência. Bancos relacionais organizam informações em relações; existem outros modelos de organização.
  • Verbete SQL — SQL é uma linguagem usada para definir, consultar e modificar dados em sistemas relacionais. Comandos expressam operações sobre tabelas e resultados. Os gerenciadores implementam versões e extensões, por isso nem todo comando é idêntico entre produtos.
  • Guia Banco de dados e planilha: o que muda na organização? — Planilhas e bancos podem trabalhar com dados tabulares, mas oferecem modelos e formas de interação diferentes. Um banco relacional organiza relações, regras e consultas; uma planilha combina células, fórmulas e apresentação. A escolha depende do trabalho.

Fontes para aprofundar